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Peixe Vivo

Programa destinado à preservação da população de peixes em Minas Gerais por meio do financiamento a projetos de pesquisa.

O Programa Peixe Vivo foi criado em 2007 e desde sua criação, atua em duas frentes – uma que visa a preservação das comunidades de peixes no Estado de Minas Gerais, mediante o financiamento e apoio à realização de projetos de pesquisa, e a outra focada na formação de estratégias de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas hidrelétricas da Cemig.

Após mais de 10 anos de atividades, o Programa é reconhecido pela condução de melhoria nas práticas ligadas à ictiofauna no setor elétrico. Os impactos positivos do programa refletem-se na significativa redução da morte de peixes e, consequentemente, das multas ambientais, na melhoria dos programas de manejo e conservação com bases científicas sólidas e a participação nos índices
de sustentabilidade da empresa.

Missão

Sua principal missão é minimizar o impacto sobre a ictiofauna, buscando soluções e tecnologias de manejo que integram a geração de energia elétrica pela Cemig com a conservação das espécies de peixes nativas.

Visão

Expandir a atuação da Cemig em ações estratégicas que garantam a conservação de peixes nativos das bacias hidrográficas em que a empresa atua e fomentar políticas públicas ambientais embasadas em conhecimento técnico/científico, por meio da integração dos diferentes setores envolvidos no tema, do planejamento em longo prazo e da otimização na utilização de recursos.

Princípios

Adotar critérios científicos para tomada de decisões.
Modificar práticas adotadas de acordo com informações geradas.
Incentivar a divulgação de informações do programa para a sociedade
Trabalhar em parceria com outras instituições.

Pilares do Programa

As atividades do Programa Peixe Vivo são pautadas e direcionadas por três pilares:

  • Pesquisa e desenvolvimento;
  • Manejo e conservação;
  • Relacionamento com a comunidade.

Para criar estratégias mais eficientes e subsidiar os programas de conservação ambiental, nós da Cemig estabelecemos parcerias com centros de pesquisa, universidades e fundações. Parte dessas parcerias são realizadas por meio de projetos desenvolvidos junto ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a outra parcela, com recursos próprios da Empresa.

Os estudos desenvolvidos avaliam a eficiência dos trabalhos realizados e a necessidade de intervenções, além de trazer dados importantes sobre as bacias hidrográficas, garantindo que estratégias de conservação da ictiofauna adotadas pelo programa sejam cientificamente defensáveis.

Nesses anos de atuação do Programa, ao todo:

  • Foram realizados 24 projetos, cinco ainda em execução, com o envolvimento de, pelo menos, 10 universidades e investimentos de mais de R$ 40 milhões em pesquisa;
  • Foram produzidos mais de 500 trabalhos técnico-científicos como resultado de atividades do programa e projetos desenvolvidos em parceria. Até o momento, já são 90 artigos científicos, 7 livros e 42 capítulos de livros;
  • Os projetos desenvolvidos em parceria com o programa ajudaram a formar 15 doutores e 46 mestres;
  • Ao todo, foram mais de 230 colaboradores envolvidos, entre eles professores e estudantes de graduação e pós-graduação.

Visando as melhores práticas para manejo e conservação de peixes, através de parcerias dentro da empresa, foram aprimorados e desenvolvidos programas, procedimentos e indicadores internos, sempre com respaldo científico.

Com objetivo de reduzir o impacto durante a operação e manutenção das usinas, sob a coordenação do Peixe Vivo, o Programa de Avaliação de Risco de Morte de Peixes em Usinas Hidrelétricas do Grupo Cemig é executado por uma equipe técnica com profissionais especializados para atender às demandas relacionadas aos possíveis impactos da geração de energia na ictiofauna.

Com isso é possível avaliar os riscos potenciais à ictiofauna durante a operação das usinas hidrelétricas através de monitoramentos periódicos e monitoramentos prévios às manobras, determinando a densidade de peixes e as condições ambientais à jusante de usinas hidrelétricas.

Essas informações, além de comporem um banco de dados, subsidiam ações corretivas e operacionais relativas à segurança ambiental dos procedimentos executados. Aspectos da biologia das espécies de peixes mais afetadas pelos procedimentos de manutenção de unidades geradoras também são avaliadas, para melhor compreender a relação entre fatores biológicos e a presença destas espécies a jusante das usinas.

Outra ação importante é avaliação da necessidade de implantação de sistemas de transposição que permitem a passagem dos peixes pelas barragens, viabilizando a migração entre as áreas de desova e de alimentação.

Essa avaliação realizada tanto para empreendimentos já existentes quanto para novos empreendimentos, além de essencial para medir a eficiência e o custo-benefício de cada uma das soluções propostas, considera fatores como as características de cada usina e da ictiofauna local.

Resultados

Após um pouco mais de 10 anos de início do programa Peixe Vivo, o trabalho desenvolvido foi responsável pela redução de 76% na média anual das mortes de peixes, com consequente diminuição de 97,7% dos valores de multas ambientais.

Foram investidos mais de R$ 12 milhões em melhorias estruturais em usinas e estações ambientais. Com esses resultados, o Peixe Vivo passou a ser referência para outras concessionárias do setor, sendo procurado para consultoria.

Além de divulgar os resultados gerados e estabelecer canais de comunicação com os diversos grupos de apoio, o Peixe Vivo já realizou diversas iniciativas com as comunidades locais.

O programa também busca ferramentas para atender as demandas locais, formular propostas para mudanças sustentáveis, construir parcerias e multiplicar os conceitos aplicados.

A primeira iniciativa, logo no início do Peixe Vivo em 2007, foi a realização de oficinas com pesquisadores. Nesses eventos se reuniram representantes de ONGs e órgãos públicos, pescadores e representantes da sociedade, com o objetivo de colher propostas para a melhoria e preservação da ictiofauna em Minas Gerais.

Uma das sugestões atendidas foi o trabalho de educação ambiental realizado junto a diversos públicos, inclusive crianças e ribeirinhos, que recebem informações e participam de ações do Peixe Vivo, como os peixamentos. Há também espaços interativos para troca de conhecimento por meio de fóruns técnicos e da participação em eventos por todo o País.

Além disso, outros trabalhos de relacionamento com a comunidade já foram desenvolvidos ao longo do programa, como o atendimento de 150 alunos por semestre que participam de oficinas profissionalizantes e aulas de esportes náuticos no lago de Três Marias no período de 2010 a 2014.

Também é importante a atuação do Peixe Vivo no acompanhamento do desembarque pesqueiro na UHE Emborcação, que ocorre desde 2016. Esse diagnóstico conta com o apoio dos pescadores da região para geração de conhecimento a respeito do estoque pesqueiro da região e para compreensão das necessidades de melhoria da pesca e dos peixes na região.

Outro enfoque do programa é a busca por espaços interativos para troca de conhecimento por meio de fóruns técnicos, seminários e da participação em eventos por todo o País.

As mídias diversas também são utilizadas para garantir o acompanhamento da comunidade, além de manter a imprensa informada a respeito de todas as atividades realizadas. Para dar suporte às metas do trabalho de comunicação, a Cemig investiu na produção de material institucional e promocional, vídeos e publicações.

Resultados

Foram realizadas diversas consultas públicas com distintos setores (órgão ambientais, pesquisadores, ONGs, ribeirinhos, etc) para levantamento de demandas e priorização de propostas para conservação e mitigação de impactos sobre os peixes.

Além disso, mais de 230 eventos contaram com o programa na sua realização,
apoio ou participação.

Conheça os projetos desenvolvidos desde 2006 com a comunidade:

Oficinas integradas

O Peixe Vivo realizou oficinas com ONGs, pesquisadores, pescadores, órgãos ambientais e outros segmentos da comunidade de Três Marias, além de promover workshops com profissionais da Cemig em todo o Estado e consultas com especialistas nacionais e internacionais.

Educação ambiental

A partir de propostas pedagógicas participativas, o objetivo é envolver a comunidade nas problemáticas ambientais relacionadas à ictiofauna, permitindo uma análise crítica sobre o tema, a ampliação da discussão e a divulgação das informações.

Peixamentos

Os peixamentos são boas oportunidades para envolver a comunidade com os temas abordados pelo Peixe Vivo. Com pequenos intervalos nos meses mais frios e períodos reprodutivos, a Cemig realiza a soltura de peixes durante o ano em várias cidades mineiras.

Interação com a comunidade

O Peixe Vivo prioriza o contato direto com as comunidades impactadas pelo processo de geração de energia e estabelece com elas uma relação de corresponsabilidade para a preservação do ecossistema.

Eventos

O Peixe Vivo cria espaços interativos para troca de conhecimento, nos quais é possível compartilhar experiências com os diversos segmentos da comunidade e com os empregados.

Cidadania, esporte e turismo

Em parceira com o Instituto Rumo Náutico e a prefeitura, a Escola de Barco à Vela promoveu iniciativas inéditas em Minas Gerais, entre os anos de 2010 e 2014. Essa iniciativa teve como base três programas educacionais: iniciação esportiva, educação complementar e capacitação profissional.

Para que todo esse trabalho de conscientização e estruturação seja realmente acessível, nós da Cemig realizamos adequações estruturais em todas as usinas que ofereciam risco aos peixes durante a realização de manobras operativas. Além disso:

  • Com a criação da grade telada, por exemplo, o número de peixes que entram na sucção reduziu quase 93%, no primeiro ano de uso na Usina Hidrelétrica Três Marias;
  • Esse sistema de contenção de cardumes foi automatizado, reduzindo o tempo de descida das grades até o completo fechamento do canal de sucção;
  • Os tubos que conduzem a água de refrigeração das unidades geradoras da usina até o rio foram alongados para evitar que peixes saltem nos blocos de concreto atraídos pela água;
  • Foi realizado um seminário com pesquisadores e técnicos para apresentar estudos desenvolvidos e discutir diversos aspectos relacionados à transposição de peixes em barragens.