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Centro de Arte Popular CEMIG inaugura a exposição CÉLIO DE FARIA

.Mostra fica aberta ao público até o dia 30 de junho

O amor à natureza é reverenciado na mostra CÉLIO DE FARIA – PINTURAS, com inauguração prevista para a próxima quarta-feira (10), no Centro de Arte Popular – Cemig, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e integrante do Circuito Liberdade. Telas com flores, vasos e paisagens são a maioria dos cenários retratados, complementados por uma série de temas abstratos. As obras desse pintor autodidata, um dos mais promissores de Minas Gerais, integram a exposição que tem entrada gratuita e fica em cartaz até o dia 30 de junho.

A exposição CÉLIO DE FARIA – PINTURAS tem a curadoria de José Alberto Nemer e apresenta uma seleção de 58 pinturas pertencentes a colecionadores particulares que viram no pintor grande talento e agora cederam as peças para compor esta exposição.

Nascido em Belo Horizonte no ano de 1947 numa família de quatorze irmãos, Célio de Faria começou a trabalhar cedo, ajudando o pai como pedreiro, pintor de parede e comerciante. Em seguida começou a atuar como moldureiro, já adulto. Esta atividade lhe proporcionou convivência periférica com a arte e contato fragmentado com obras de alguns artistas.

Autodidata, Célio nunca estudou arte, nunca teve professor, nem mesmo um convívio próximo com o meio de artes visuais. Suas criações se deram longe das influências e tendências da moda ou de modelos compartilhados.

O curador Nemer avalia a produção do pintor retratado e os diálogos possíveis com outros artistas. “Sua obra nos remete a um território mais profundo e atávico do inconsciente coletivo. São surpreendentes as analogias entre as árvores de Célio e as de outros artistas, como em algumas pinturas de Gilvan Samico ou de Henri Matisse, e até mesmo de um certo afresco assírio do século VII antes de Cristo”, reflete.

Até mesmo a assinatura do artista é destacada como detalhe importante das obras, segundo informa Tadeu Bandeira, Diretor do Centro de Arte Popular. “Além da assinatura convencional ao pé da pintura, Célio de Faria costuma assinar também no verso da obra, mas não é uma assinatura qualquer. Há nela uma curiosa e instigante composição geométrica, como se fosse um cartaz a anunciar o artista”, comenta.

Angelo Oswaldo, secretário de Estado de Cultura, revela outras particularidades na obra do artista. “O pintor enreda narrativas de um mundo bucólico e luminoso, em curvas e volteios de surpreendente composição. O autodidata surgido em contexto alheio e estranho às manifestações artísticas é dotado da pureza do gesto que reinventa as coisas”, diz.

Sobre o Centro de Arte Popular – CEMIG

Espaço privilegiado de divulgação e apreciação do trabalho de artistas populares de todo o estado de Minas Gerais, o acervo do museu conduz o visitante ao imaginário de diferentes artistas. Por meio de suas obras, somos conectados às origens, histórias e crenças de um povo que traz nas mãos um sincretismo cultural próprio.

Em seus dois primeiros andares, o Centro de Arte Popular – Cemig abriga salas que retratam a arte popular mineira. Com 800 peças, seu acervo é organizado por materiais, temas e cronologia, onde o visitante pode conferir esculturas em madeira e em cerâmica, telas e teares. Mídias, som e imagem tornam as exposições ainda mais dinâmicas e interativas, e ajudam na contextualização dos temas, mostrando ao visitante uma dimensão mais ampla e profunda do histórico cultural de cada região.

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